"A criança que você foi um dia teria orgulho do adulto que você se tornou?" Penso que a criança que fui sim, enquanto o adulto que eu me tornei, ainda tem dificuldade de valorizar mais a fundo quem ele é. Momentos constantes de alegria e gratidão, oscilações de emoções, padrões conscientes e desafiadores, medo da rejeição e coragens absurdas e até subestimadas. Persistente na arte de se conhecer com honestidade e se responsabilizar pela própria vida. Como todo fim de ciclo menstrual, sinto o impulso de avaliar o que faz sentido pra mim e o Instagram sempre entra na jogada. Hoje, arquivei a maioria das minhas postagens. Fotos de 6 anos atrás me lembram lindamente quem eu sou em essência e me fazem pensar o que disso está manifesto em mim atualmente ou se perdeu, porque também me transportam para uma outra vida que não é mais minha. Sinto saudades daquela menina - já mulher - de 6 anos atrás, mas sei que quem sou hoje, amadureceu um pouco mais. Se traumatizou um pouco mais ta...
Hoje é a primeira madrugada depois que o Brasil teve a notícia de que Silvio Santos morreu. Semana passada pensei sobre isso: a comoção que seria pela partida do maior comunicador do país. Chegou o dia. Lembrei de quando eu era criança e, assistindo aos seus programas, eu dizia para minha mãe que eu gostava tanto dele que queria que ele fosse meu avô. Até porque, eu praticamente não tinha um. O pai do meu pai havia morrido há muitos anos e o pai da minha mãe não era presente. Durante o dia, assisti alguns artistas prestando suas homenagens. Por um lado, era de se esperar. Silvio estava com 93 anos, hospitalizado. Por outro lado, parece mentira. Ele sempre esteve lá e, de cerca forma, vai continuar. Sempre vi ele pela TV e é assim que vou continuar vendo. Vivo ou em outro plano, há um tempo o Instagram me mostra vídeos repetidos com trechos de programas antigos e que eu assisto, de novo e de novo. Quando assisti ao depoimento de Carlos Alberto de Nobrega, amigo de Silvio há 7...